sábado, 6 de agosto de 2011

Se escola fosse estádio e educação fosse copa

Se escola fosse estádio e educação fosse Copa, por Jorge Portugal

Passei, nesses últimos dias, meu olhar pelo noticiário nacional e não dá outra: copa do mundo, construção de estádios, ampliação de aeroportos, modernização dos meios de transportes, um frenesi em torno do tema que domina mentes e corações de dez entre dez brasileiros.

Há semanas, o todo-poderoso do futebol mundial ousou desconfiar de nossa capacidade de entregar o “circo da copa” em tempo hábil para a realização do evento, e deve ter recebido pancada de todos os lados pois, imediatamente, retratou-se e até elogiou publicamente o ritmo das obras.

Fiquei pensando: já imaginaram se um terço desse vigor cívico-esportivo fosse canalizado para melhorar nosso ensino público? É… pois se todo mundo acha que reside aí nossa falha fundamental, nosso pecado social de fundo, que compromete todo o futuro e a própria sustentabilidade de nossa condição de BRIC, por que não um esforço nacional pela educação pública de qualidade igual ao que despendemos para preparar a Copa do Mundo?

E olhe que nem precisaria ser tanto! Lembrei-me, incontinenti, que o educador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação e hoje senador da República, encaminhou ao Senado dois projetos com o condão de fazer as coisas nessa área ganharem velocidade de lebre: um deles prevê simplesmente a federalização do ensino público, ou seja, nosso ensino básico passaria a ser responsabilidade da União, com professores, coordenadores e corpo administrativo tendo seus planos de carreira e recebendo salários compatíveis com os de funcionários do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. Que tal? Não é valorizar essa classe estratégica ao nosso crescimento o desejo de todos que amamos o Brasil? O projeto está lá… parado, quieto, na gaveta de algum relator.

O outro projeto, do mesmo Cristovam, é uma verdadeira “bomba do bem”. Leiam com atenção: ele, o projeto, prevê que “daqui a sete anos, todos os detentores de cargo público, do vereador ao presidente da República serão obrigados a matricular seus filhos na rede pública de ensino”. E então? Já imaginaram o esforço que deputados (estaduais e federais), senadores e governadores não fariam para melhorar nossas escolas, sabendo que seus filhos, netos, iriam estudar nelas daqui a sete anos? Pois bem, esse projeto está adormecido na gaveta do senador Antônio Carlos Valladares, de Sergipe, seu relator. E não anda. E ninguém sabe dele.

Desafio ao leitor: você é capaz de, daí do seu conforto, concordando com os projetos, pegar o seu computador e passar um e-mail para o senador Valadares (antoniocarlosvaladares@senador.gov.br) pedindo que ele desengavete essa “bomba do bem”? É um ato cívico simples. Pela educação. Porque pela Copa já estamos fazendo muito mais.

Jorge Portugalé educador, poeta e apresentador de TV. Idealizou e apresenta o programa “Tô Sabendo”, da TV Brasil.

Fonte: Terra Magazine

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terça-feira, 5 de abril de 2011

RECOMENDAÇÕES PARA OS PAIS, DE COMO DEVE SER O DIA A DIA DE SEU FILHO NA ESCOLA

Os pais e responsáveis têm o direito de acompanhar a educação de seus filhos. Participar ativamente da vida escolar das crianças interfere positivamente na qualidade do ensino. Veja algumas recomendações que podem melhorar a relação ensino-aprendizagem e garantir o sucesso de seu filho na escola:

* Cultive o hábito da leitura em sua casa. * Ajude seu filho a conservar o livro didático. O material servirá para outros alunos futuramente. * Acompanhe a frequência da criança ou do adolescente às aulas e sua participação nas atividades escolares. * Visite a escola de seus filhos sempre que puder. * Observe se as crianças ou adolescentes estão felizes e cuidadas no recreio, na hora da entrada e da saída. * Verifique a limpeza e a conservação das salas e demais dependências da escola. * Observe a qualidade da merenda escolar. * Converse com outras mães, pais ou responsáveis sobre o que vocês observam na escola. * Converse com os professores sobre dificuldades e habilidades do seu filho. * Peça orientação aos professores e diretores, caso perceba alguma dificuldade no desempenho de seu filho. Procure saber o que fazer para ajudar. * Leia bilhetes e avisos que a escola mandar e responda quando necessário. * Acompanhe as lições de casa. * Participe das atividades escolares e compareça às reuniões da escola. Dê sua opinião. * Participe do Conselho Escolar.


Texto retirado do site: Acesse o site: http://portal.mec.gov.br

ULTIMAMENTE TENHO ME PERGUNTADO: ONDE ESTÃO OS PAIS DOS NOSSOS ALUNOS?

O dia a dia do professor tem sido uma constante luta em busca de melhorias para si e para seu aluno que enfrenta dificuldades no seu dia a dia em sala de aula, como falta de atenção as suas atividades escolares, compromisso com o horário nas aulas, atenção para a higiene, entre tantos outros.

Nesse ano de 2011 estou com uma turma de 4º ano com grandes dificuldades de aprendizagem. Tenho feito um malabarismo em minha sala de aula para desenvolver nessas crianças atitudes e habilidades até então não desenvolvidas em anos anteriores, mas o que muitas vezes me entristece, além da falta de estrutura física das escolas, é também a falta de compromisso da família com seus filhos, que se esquivam e desaparecem do espaço escolar, deixando a escola responsável por tudo e isso me deixa bastante triste, pois teríamos no nosso dia a dia de professor, melhores resultados se a família estivesse junto aos seus filhos, mostrando a eles o verdadeiro compromisso que eles devem ter com a sala de aula, buscando melhorias para sua aprendizagem e também cobrando dos poderes públicos melhorias para o ambiente escolar que ainda se encontra entristecido e necessitando de mais mudanças. Temos consciência de que o professor é um instrumento essencial no espaço escolar, de grande valia nas salas de aula, mas a família também faz parte desse contexto. Com ela, aliada ao grupo escolar conseguiríamos benefícios que seriam mais visíveis e eficazes para nosso trabalho no dia a dia, e com certeza os resultados seriam muito mais proveitosos e dignos, e só assim podemos ter realmente na escola, mais interação, mais alegrias e menos conflitos.


Lucélia Ribeiro

LUCÉLIA RIBEIRO

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